informacoes tecnicas

 

Get Adobe Flash player

Clique abaixo para conhecer nossas guias: 

RESUMO TABELAS - NBR 5419

SPDA: O Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas – SPDA – tem por objetivo a proteção de uma estrutura contra a incidência direta das descargas atmosféricas. Seu funcionamento consiste em captar a corrente elétrica proveniente da descarga atmosférica e conduzi-la ao solo de maneira eficiente, minimizando os efeitos destrutivos decorrentes da incidência direta sobre as edificações, diminuindo o risco de incêndios, danos às estruturas ou acidentes com pessoas que nelas se encontrem. No Brasil é normatizado pela NBR-5419/05 da ABNT, sendo apresentado nesta edição as condições mínimas exigidos ao projeto, instalação e manutenção dos sistemas de proteção contra descargas atmosféricas.

 

MÉTODOS DE PROTEÇÃO: Existem várias formas de proteger uma estrutura. Na NBR-5419 estão previstos os métodos de proteção abaixo listados, os quais trataremos adiante mais detalhadamente, orientando como escolher e aplicar cada um deles, em função da edificação a ser protegida.

Gaiola de Faraday: Consiste numa rede modular de condutores envolvendo todos os lados do volume a proteger (cobertura, fachadas), formando espécie de “gaiola”.

Modelo Eletrogeométrico: Determina um volume de proteção a partir do desenvolvimento geométrico de uma esfera em torno de um captor (poste ou mastro). É baseado no mecanismo de formação das descargas atmosféricas.

Método Franklin: Determina um ângulo de proteção (tabela 1) em função da altura do captor. Vem sendo cada vez menos utilizado, sendo indicado o uso do método Eletrogeométrico.

Estrutural: Utiliza condutor especifico de aço galvanizado à fogo, o RE-BAR, embutido na estrutura e as ferragens do concreto armado como elemento de dissipação da descarga atmosférica.

Natural: Considera elementos metálicos da estrutura (telhas, perfis, pilares, tubulações, etc.) como parte do SPDA. O sistema estrutural é considerado natural.

Misto: Combinação de vários métodos/tipos de proteção.

 

SUB-SISTEMAS DO SPDA: Um sistema de proteção é composto pelos seguinte subsistemas:

Captores: Condutores metálicos externos, localizados na cobertura ou topo da edificação, com função de interceptar a descarga atmosférica e distribuí-la pelas descidas. Podem ser mastros, postes, cabos, barras, estruturas ou telhas metálicas.

Descidas: Condutor metálico que conduz a descarga atmosférica receptada pelos captores até à malha de aterramento. Podem ser cabos, barras, tubos, pilares metálicos, Re-bar embutido no concreto do pilar ou outros similares.

Aterramento: Dissipa a corrente elétrica na terra. Podem ser condutores enterrados diretamente no solo ou embutidos na fundação.

Equalização Potencial: Ligação entre o SPDA e as instalações metálicas, destinada a reduzir a diferença de potencial causada pela corrente elétrica da descarga atmosférica.

DPS (Dispositivo Protetor contra Surtos): Conjunto de dispositivos que reduzem os efeitos elétricos e magnéticos da corrente da descarga atmosférica dentro do volume a proteger (sistemas elétrico, comunicação e dados). Faz parte do subsistema de equalização potencial.

 

SELEÇÃO DO NÍVEL DE PROTEÇÃO: O nível de proteção denota a eficiência do SPDA e deve ser determinado conforme a tabela B.6 da NBR 5419, a qual apresentamos abaixo versão prática resumida com exemplos de classificação das estruturas. Entretanto é necessário bom senso na interpretação de tal tabela, afim de não indicar nível baixo de proteção em edificação que exigiria a mais rigorosa proteção. Exemplo: Indústrias são consideradas nível
3. Um depósito de inflamáveis existente numa indústria deverá ser nível 1 (risco de explosão), assim como um refeitório deverá ser nível 2 (concentração de pessoas). Portanto, podemos ter diferentes níveis de proteção numa indústria, que inicialmente seria classificada no nível 3.

 

1) SELEÇÃO DO NÍVEL DE PROTEÇÃO

EXEMPLOS DE CLASSIFICAÇÃO DE ESTRUTURAS - RESUMO TABELA ANEXO B.6 – NBR-5419
NÍVEL 1 Estações de telecomunicações, usinas elétricas, edificações contendo explosivos, inflamáveis, indústrias químicas, nucleares, laboratórios bioquímicos , fábricas de munição e fogos de artifício, refinarias, etc. Nota 1
NÍVEL 2 Escolas, teatros, edifícios comerciais, áreas esportivas, igrejas, bancos, museus, hospitais, prisões, casas de repouso, locais arqueológicos.
NÍVEL 3

Edifícios e casas residenciais, indústrias. Estabelecimentos agropecuários e
fazendas com estrutura de madeira. Nota 2

NÍVEL 4

Galpões com sucata ou de conteúdo desprezível.
Estabelecimentos agropecuários e fazendas. Nota 2

Nota 1: Nos projetos p/ estruturas nível 1 – risco inerente de explosão – devem ser consideradas as prescrições complementares do anexo A da NBR-5419.

Nota 2: Estruturas contendo produtos agrícolas potencialmente combustíveis (pós de grãos) sujeitos a explosão são considerados com risco para arredores (nível 1).

 

2) Definição do método de proteção e posicionamento de captores e descidas conforme o nível de proteção (Tabela 1 e 2)

GAIOLA DE
FARADAY

ELETRO-

GEOMETRI
CO

MÉTODO FRANKLIN
Angulo de proteção (α) em função da altura do captor (h)

Nível de
proteção

dimensão
módulos

Espaçam
ento
descidas

Raio da
esfera (m)

h(m)
0–20m

h(m)
21m–30m

h(m)
31m-45m

h(m)
46m-60m

h(m)
>60m

I 5x10 m 10 m 20 25° 1) 1) 1) 2)

 

II 10x20 m 15 m 30 35° 25° 1) 1) 2)
III 10x20 m 20 m 45 45° 35° 25° 1) 2)
IV 20 x 40 m 25 m 60 55° 45° 35° 25° 2)

1) Aplicam-se somente os métodos eletrogeométrico, malha ou gaiola de faraday
2) Aplicam-se somente o método da gaiola de faraday.

 

3) Seleção do tipo de material dos condutores e suas seções mínimas (tabela 3)

Nível de
Proteção

Material

Captor e anéis
intermediários
mm²

Descidas
até h=20 m
mm²

Descidas
acima h=20 m
mm²

Aterramento
mm²

Equalização
mm²

1, 2, 3 e 4 COBRE 35 16 35 50 16
ALUMINIO 70 25 70 x 25

AÇO GALV.
FOGO

50 50 50 80 50

 

POSTES AUTO-SUPORTADOS

 

DOCUMENTO TÉCNICO

ASSUNTO: POSTES AUTO-SUPORTADOS

ESPECIFICAÇÃO:

 

 

Produto: Poste de aço galvanizado à fogo

Nome popular: Poste Franklin

 

Fabricação: Montal Instalações Indústria e Comércio Ltda

 

Tipos e características:

 

CÓDIGO

DESCRIÇÃO

ALTURA LIVRE

PESO APROX.

MON-140

Poste de aço galvanizado à fogo 7 metros livres, composto por 2 módulos, sendo 2” (6m) e 1.1/2” (3m).

7m

33 Kg

MON-141

Poste de aço galvanizado à fogo 10 metros livres, composto por 2 módulos de 6m, sendo 2.1/2” e 2”.

10m

67 Kg

MON-142

Poste de aço galvanizado à fogo 12 metros livres, composto por 3 módulos, sendo 2.1/2” (6m), 2”(6m) e 1.1/2”(3m)

12m

75 Kg

MON-143

Poste de aço galvanizado à fogo 15 metros livres, composto por 3 módulos de 6m, sendo 3”, 2.1/2” e 2”.

15m

98 Kg

MON-144

Poste de aço galvanizado à fogo 17 metros livres, composto por 4 módulos, sendo 3” (6m), 2.1/2” (6m), 2” (6m) e 1.1/2”(3m).

17m

106 Kg

MON-145

Poste de aço galvanizado à fogo 20 metros livres, composto por 3 módulos de 6m, sendo 4”, 3”, 2.1/2” e 2”.

20m

160 Kg

 

Nota: Acessórios tais como captor Franklin, haste, terminais, que figuram no desenho anexo não acompanham o produto, devendo ser adquiridos separadamente.

 

 

Unidade para pedido: Peça.

INSPEÇÃO, ARMAZENAMENTO E INSTALAÇÃO:

Inspeção visual: Ao receber o produto deve-se conferir a quantidade e diâmetro dos módulos de cada poste conforme tabela “tipos e características”.  Caso seja identificada alguma diferença, entrar em contato com o fornecedor no ato de recebimento da nota fiscal.

Manuseio: O material deve ser manuseado por no mínimo 2 homens, sendo indicado o uso de equipamento de proteção luvas de raspa e botinas com certificação (CA).

Armazenamento Vertical: O produto poderá ser armazenado verticalmente em local amplo, com no mínimo 6,5m de altura (pé direito), escorado em parede firme e estruturada que suporte o peso do material,  sem objetos ou elementos num raio de 6m, que possam ser atingidos no caso de queda. No armazenamento vertical deve-se ter precaução de amarração/fixação afim de evitar tombamento/queda que poderá empenar o poste inutilizando o produto.

Armazenamento Horizontal: O produto poderá ser armazenado horizontalmente em local com piso plano, sendo indicado neste caso o uso de 5 calços de madeira, distribuídos um a cada 1,5m, respeitando um empilhamento máximo de 2 tubos.

Validade: O prazo de validade do poste é indeterminado, respeitada as condições de manuseio, armazenamento e instalação, estando condicionado também ao clima e demais características/agentes atmosféricos, que poderão acentuar processo de ferrugem/corrosão, apesar da galvanização à fogo do produto ser feita para garantir proteção contra ferrugem do aço à longo prazo. O poste deverá ser submetido a inspeções/manutenções periódicas conforme previsto no item 6 de NBR-5419.

Instalação: Deverá ser feita por empresa especializada. Recomendações/cuidados gerais na instalação:

-Adaptar captor Franklin no ponta do poste antes de seu içamento/instalação.

-O poste deverá ser fixado no chão, em cova de diâmetro de 50cm com profundidade proporcional ao especificado  no desenho técnico ou até nível marcado com fita preta em sua base. O poste deve ficar centralizado nesta cova para então ser lançado concreto preparado no traço de 1 saco de cimento, 2 carrinhos de areia e 1 carrinho de brita. Pode-se jogar pedras no concreto ou fundo da cova.

-No nível do solo o tubo fica mais vulnerável a umidade e corrosão. Deverá ser aplicado concreto ao redor do tubo em forma cônica p/ facilitar escoamento à 10 cm de altura.

-É indicado que o poste seja levantado a partir de ponto acima de sua metade, sendo este ponto de içamento sempre no máximo 50cm abaixo da luva de emenda.

-O balanço continuo do poste durante o processo de levantamento pode empenar o mesmo, devendo ser utilizado cordas em vários sentidos que possam ser tensionadas durante o processo afim de interromper o balanço contínuo.

 

 

 

DETALHE TÉCNICO

Poste Captor Franklin

Nota: Detalhe técnico ilustrativo. Medidas especiais de altura, trespasse,

profundidade de fixação, diâmetro e seqüência dos tubos poderão diferenciar do desenho acima.

 

botao
 

 

SOLDA EXOTÉRMICA

DOCUMENTO TÉCNICO  

SOLDA EXOTÉRMICA  

O QUE É                                                                                                                                                                                                                                                                           

É um método de soldagem de alta temperatura (maior que 1000°C) usado na união permanente de metais e condutores elétricos como cobre, aço, inox, aço copperweld e bronze.

       Metais em forma de pó (basicamente óxido de cobre e alumínio) são depositados no interior de um molde de grafite (que dura em média de 30 a 50 conexões conforme cuidado no manuseio), no qual estão inseridos os condutores a serem unidos. Em seguida dá-se ignição ao pó, ocorrendo a redução do óxido de cobre pelo alumínio (reação exotérmica ou  aluminotérmica) dando origem a resíduo de óxido de alumínio e cobre puro em estado de fusão que escorre sobre os condutores dentro do molde de grafite, fundindo e soldando-os entre si.

       O processo exotérmico dura poucos segundos (em torno de 3 a 5 seg.), dispensa fontes externas de calor (maçaricos, bujões, máquinas de soldagem, etc), garantindo uma conexão perfeita, rápida e permanente, dispensando manutenções.

       Se trata de uma união a nível molecular onde as conexões não são afetadas sob elevados surtos ou picos de corrente elétrica; não sofrem corrosão; são mecanicamente estáveis - a conexão passa a fazer parte integrante do condutor ou da superfície soldada; possuem capacidade de corrente elétrica igual ou maior que a dos condutores conectados.

APLICAÇÕES                                                                                                                                                                                                                                                               
  • SPDA - Sistema Proteção contra Descargas Atmosféricas
  • Subestações seccionadoras
  • Subestações transformadoras
  • Estação e linhas telefônicas
  • Páteos de usina de geração
  • Ferrovias Eletrificadas.
COMPONENTES PRINCIPAIS                                                                                                                                                                                                                                

Pó Exotérmico: Composto químico responsável pela solda

Molde de Grafite: É nele que ocorre a soldagem. Varia conforme o tipo de conexão e dura de 30 à 50 utilizações.

Alicate: Acessório para manuseio seguro do molde. 

Palito Ignitor: Atinge a temperatura necessária à ignição do pó. Pode ser acendido com isqueiro ou fósforo comum.

Disco de Retenção: Disco metálico posicionado no fundo do molde a fim de reter o pó. É derretido durante o processo.
        SOLDA_COMPONENTES                                                                                       
SELEÇÃO E IDENTIFICAÇÃO DO MOLDE                                                                                                                                                                                                              
       Para determinar ou interpretar a especificação correta de um molde, precisaremos primeiramente definir o tipo de conexão: emenda de dois condutores, cruzamento, emenda entre haste e cabo, conexão com chapa metálica de um pilar, etc. Sabendo a conexão, basta consultar a tabela “Conexões Exotérmicas” algumas páginas adiante, avaliando a figura da solda e o código correspondente. O segundo passo é determinar a seção dos condutores a serem unidos: 16mm², 50mm², 3/4", etc. Baseado nestes dois parâmetros definimos o código de identificação do molde. Abaixo citamos dois exemplos para facilitar o entendimento.
SOLDA_IDENTIFICACAO
EXECUÇÃO PASSO A PASSO                                                                                                                                                                                                                                   

       Antes de iniciar o processo, certifique-se da posse de todos os materiais e ferramental necessários: EPI – equipamento de proteção individual – máscara respiradora, protetor facial ou óculos, luvas longas de raspa, avental, bota e roupas longas e resistentes; molde de grafite, alicate, pó exotérmico, disco de retenção, palito ignitor, acessórios de limpeza (escovas, limpador de molde, etc).

       O material a ser soldado (condutores, haste, chapa...) deverá estar limpo e seco. Recomendamos o uso da escova de limpeza código MON-854 ou MON-855 para eliminação de óxido e impurezas da superfície.

       O molde de grafite absorve umidade que deve ser eliminada antes da primeira soldagem afim de evitar solda porosa ou danos no molde. Para isso procede-se o aquecimento do molde que pode ser feito com um maçarico ou com uma solda exotérmica com função exclusiva de aquecimento, não havendo necessidade de reaquecê-lo nas soldas subseqüentes pois o mesmo conserva o calor.

SOLDA_PASSO_A_PASSO_-_Cpia
download
Faça o download do arquivo

 

SINALIZAÇÃO DE OBSTÁCULOS

DOCUMENTO TÉCNICO  

ASSUNTO: SINALIZAÇÃO ÁEREA DE OBSTÁCULOS - RESUMO 

TÓPICOS: Introdução / Síntese para torres

 

I – INTRODUÇÃO:  

O presente guia-resumo foi elaborado com o intuito de  auxiliar aos usuários de estruturas que necessitem sinalização sobre os critérios básicos de dimensionamento, baseado na portaria do Ministério da Aeronáutica que dispõe sobre o assunto.  A Montal possui um documento mais completo que trata sobre esse assunto, devendo os interessados entrar em contato para disponibilização do mesmo. 

Procuramos elucidar o conteúdo da portaria, num documento resumido, sendo indicado aos interessados emaprofundar no assunto a consultar e averiguar junto ao COMAR (Comandos Aéreos Regionais), DAC - Departamento de Aviação Civil , Serviços Regionais  (SERAC, SERENG e SRPV) - órgãos do Ministério da Aeronáutica ou a Prefeitura de seu município para melhor orientação. 

A sinalização tem a finalidade de reduzir os perigos para as aeronaves, indicando a presença de obstáculos.

 

II - SÍNTESE PARA APLICAÇÃO DE SINALIZADORES EM TORRES*

Para chaminés, torres de eletricidade e passagem de cabos aéreos há outros detalhes a serem consultados, incluindo normas da ABNT.
Classe de luz Cor Código/modelo Obs. Aplica-se a
Baixa Intensidade - fixa vermelha Luz fixa para objetos fixos. mínimo 10 cd - Obstáculos não extensos - Altura menor ou igual a 45 metros - Em combinação c/ outras de média intens.
Baixa Intensidade - piscante60 a 90 por minuto amarela ou vermelha outros obstáculos (móveis) mínimo 10 cd
Media Intensidade - piscante20 a 60 por minuto vermelha geral >1600 cd - Obstáculos extensos- Altura maior que 45 metros e menor que 150 metros. - Em combinação c/ outras de baixa/alta intensidade.
branca Qdo utilizada em conjunto com luz de alta intensidade. >1600 cd
Alta Intensidade - piscante 40 a 60 por minuto branca 200.000 cd diurno 4000 cd noturno(± 25%) - Altura maior que 150 metros - Torres elevadas de linha elétrica podem reduzir em 50% (veja o conteúdo da portaria 1141)

 

A MONTAL não se responsabiliza pelo conteúdo ou alterações posteriores na portaria que embasou este documento, incentivando aos interessados a consultar aos órgãos do Ministério da Aeronáutica ou a Prefeitura de seu município para melhor orientação.

download
Faça o download do arquivo

 

SPDA ESTRUTURAL: RE-BAR

Arquivo
Formato
Tamanho
Download
SPDA Estrutural
Sistema Estrural de Proteção contra
Descargas Atmosféricas
PDF
1.06 Mb
download

SPDA ESTRUTURAL: Vergalhão Rebar e Conector Estrutural Montal

INTRODUÇÃO

As ferragens de aço da estrutura de concreto armado das edificações passaram a ser utilizadas como eficiente dispersor da corrente da descarga atmosférica, a partir da edição da NBR-5419 no ano de 1993. No sistema estrutural de SPDA, é necessário garantir a continuidade elétrica e a equipotencialização das diversas partes da estrutura, desde a fundação até o topo da edificação. Para isso, como forma segura, confiável e prática de assegurar os requisitos normativos, garantido adequada continuidade elétrica, adota-se o Vergalhão adicional galvanizado à fogo RE-BAR e o Conector Estrutural MONTAL, juntamente com procedimentos específicos de conexão e amarração.

Mais à frente, no item COMO EXECUTAR, disponibilizamos informações técnicas, conforme o anexo D da NBR-5419, que tem por objetivo facilitar o entendimento do sistema estrutural, não substituindo todavia, o projeto oficial de SPDA. O ideal é que a obra inicie com projeto especifico de SPDA responsabilizado por engenheiro registrada junto ao CREA.

COMPONENTES PARA SE FAZER UM SPDA ESTRUTURAL

COOMPONENTES_SPDA_ESTRUTURAL

Código Descrição e dimensões Aplicação
 MON-238        Vergalhão galvanizado à fogo 50mm²x4m (ø8mm) Pilar
MON-239 Vergalhão galvanizado à fogo 80mm²x4m (ø10mm) Fundação/Pilar
MON-240 Vergalhão galvanizado à fogo 3/8"x3m (ø70mm²) Pilar
MON-241 Vergalhão galvanizado à fogo 3/8"x3,4m (ø70mm²) Pilar
MON-432 Clips galvanizado p/ emenda de barras ø 3/8" Emenda de vergalhões
MON-431 Conector estrutural MONTAL, rosca 3/8", disco inox, regulagem 37mm Embutido no concreto
MON-427 Conector parafuso fendido em latão estanhado c/ rabicho e rosca 3/8" mecânica p/ cabos 16 a 70mm² Conexão de condutores         
MON-508 Parafuso cabeça chata INOX  1/4" x 7/8" No prisioneiro MON-542
MON-541 Parafuso cabeça chata INOX  3/8" x 1" No conector estrutural
MON-542 Prisioneiro redutor 3/8" para  1/4" No conector estrutural
COMO EXECUTAR

ATERRAMENTO NA FUNDAÇÃO:

  • Representado no desenho abaixo pela cor verde, deve-se instalar o RE-BAR 80mm² (MON-239), a partir do ponto mais profundo do tubulão, atravessando o bloco até a base do pilar do térreo. O RE-BAR deve ser amarrado fortemente com arame recozido aos estribos e demais ferragens,sendo usado na emenda entre barras, três clips galvanizados 3/8” (MON-432), obedecendo um trespasse de 20cm, conforme detalhe A.
  • Um tubulão por pilar que compõe a torre da edificação deverá ter o Re-Bar de aterramento MON-239, que também deverá ser instalado horizontalmente no fundo da viga baldrame, junto com as demais ferragens, (obrigatório para fundações pouco profundas). A conexão entre a barra vertical(tubulão) e horizontal (viga de cintamento baldrame) se dá conforme o detalhe B.
  • Na base dos pilares do pavimento térreo, como insert no concreto armado, deverá ser instalado CONECTOR ESTRUTURAL MONTAL (MON-431) para futuras medições de continuidade elétrica do sistema, conforme detalhe E.
DESCIDAS NOS PILARES:
  • Representado no desenho abaixo pela cor amarela, o RE-BAR 50mm² (MON-238) ou 3/8” (MON-240) deverá ser embutido em cada um dos pilares da torre do prédio, em sua face mais externa, amarrado fortemente com arame recozido aos estribos, sendo a emenda entre barras conforme detalhe A. O RE-BAR das descidas deve ser interligado ao RE-BAR 80 da fundação.
  • Os vergalhões RE-BAR e 50% das armaduras de aço de todos pilares, lajes e vigas devem ser interligadas entre si em todos os pavimentos, através de peças de aço comum 10mm em forma “L”, medindo 20x20cm, conectando alternadamente as ferragens verticais e horizontais, conforme detalhes CD. As ferragens horizontais das vigas externas devem ser sobrepostas por 20cm e firmemente amarradas c/ arame, fechando um anel.
IMPORTANTE:
  • O sistema estrutural deverá ser integrado ao sistema captor através de Conector Estruturais Montal (MON-431) que poderá ser locado verticalmente ou lateralmente (para conexão com captação lateral nos locais com acesso de pessoas, como por exemplo, terraços da cobertura). Também o sub-sistema de equipotencialização deverá ser integrado ao sistema estrutural, no nível térreo e a cada 20m de altura, prevendo-se conectores MON-431 fazendo a interligação das armações da estrutura e elementos metálicos, como tubulações, trilhos, esquadrias e demais elementos especificados no projeto de SPDA. É fundamental a conferência das conexões/amarrações antes das concretagens e principalmente encaminhamento das barras e pontos de conexão na última laje. Recomendamos testes de continuidade acompanhados de relatório emitido por engenheiro eletricista responsável e ART.
  • Clique aqui e assista o video com a aplicação do CONECTOR ESTRUTURAL MONTAL (MON-431).
esquema_estrutural_ARTIGO-bx
DIMENSIONAMENTO

Ao lado apresentamos figura da estrutura de um prédio com SPDA ESTRUTURAL. Faremos um levantamento básico dos quantitativos dos vergalhões RE-BAR e respectivos clips. Lembramos que é sempre recomendado prever barras a mais como procedimento de segurança, visto que é comum ocorrerem desvios no trajeto dos pilares, pontos de interligação externos, bem como peças tipo "L" na amarração (ver detalhe B no guia orientativo no verso deste prospecto).

Aterramento na fundação (RE-BAR 80):                                                                                                                                    
Tubulões: 6 tubulões x 7,5 m de profundidade = 45m
Viga Baldrame (cimento): 12+12+19+19 = 62m
Total: 45+62 = 107÷3,8* = 28 RE-BAR 80mm²x4m
Clips galvanizado 3/8" = 28 x 3 = 84 clips
 
Descidas nos Pilares(RE-BAR 50 ou 3/8”):                                                                                                                                          
6 pilares x 31m = 186m
Total: 186÷3,8m* = 49 RE-BAR 50mm²x4m
Clips galvanizado 3/8" = 49 x 3 = 147 clips
 
Conexão externa
6 conexões com captação + 6 conexões na base dos pilares do térreo+
2 conexões de equipotencialização (térreo e 6ºpavto.) = 14
Conctores Estrutual MONTAL - MON-431
 
Resumo
Vergalhão galvanizado a fogo RE-BAR 80mm²x4m - 28 peças
Vergalhão galvanizado a fogo RE-BAR 50mm²x4m - 49 peças
Clips galvanizado 3/8" - 231 peças
Conctores Estrutual MONTAL – 14 peças
 
*apesar da barra ter 4m, considera-se no cálculo 3,8m, pois se perde
20cm para emenda de cada barra.

dimensionamento_predio

DETALHAMENTO PARA PROJETOS

Disponibilizamos gratuitamente em nosso site biblioteca de detalhes técnicos de instalação de nossos produtos para utilização em desenhos de projetos.

Confira o catálogo “versão completa” ou “detalhes mais usados”. Os detalhes referentes ao SPDA ESTRUTURAL estão na seção DetalhesCad, item 5.2. Abaixo alguns exemplos de detalhes disponíveis.

5.2_folha_tipica
5_2_90 5_2_13

5_2_27

 

5204
5_2_45 5_2_26

 



 

ATERRAMENTO DE CERCAS

DOCUMENTO TÉCNICO  

ASSUNTO: ATERRAMENTO DE CERCAS EM AREAS RURAIS  

TÓPICOS: Introdução / Solução

I - INTRODUÇÃO: Uma nuvem tempestuosa pode carregar de eletricidade estática o arame das cercas. O gado que tocar a cerca  funcionará como fio terra, conduzindo a corrente da cerca até o solo, que passará pelo seu corpo, podendo provocar a morte do animal. Por este motivo e importante descarregar a eletricidadeestática acumulada nos arames da cerca através de aterramento.

aterramento Vacas_1 Vacas_2

II - SOLUÇÃO: O aterramento das cercas deve ser feito a pelo menos cada 40 metros, interligando os arames da cerca entre si e ligando o arame de interligação a uma haste ou malha de aterramento. Para reduzir a eletricidade acumulada é conveniente secionar a cerca a cada dois ou três aterramentos. A figura abaixo mostra como deve ser feito este secionamento que pode ser realizado de três maneiras:

- Utilizando isoladores especiais;  

- Utilizando pedaços de madeira de 30 a 50 cm, fixando os arames de interligação e aterramento em suas extremidades. 

- Interrompendo a cerca pôr dois mourões afastados de 30 a 50 cm e aterrando cada trecho no mourão correspondente.

cercas

O estado de conservação das hastes deve ser verificado periodicamente (2 a 3 anos), pois pode haver corrosão e o arame de aterramento ficar solto.  

Consulte nosso departamento técnico para indicação  do material adequado para este tipo de aterramento.

download
Faça o download do arquivo


​ 

PARA-RAIOS RADIOATIVOS

DOCUMENTO TÉCNICO  

ASSUNTO: PARA-RAIOS RADIOATIVOS 

TÓPICOS: Introdução / Resolução CNEN/04/09 / Identificando um Pára-Raios Radioativo / Procedimentos de Remoção e Acondicionamento / Envio e Transporte

I - INTRODUÇÃO:

A fabricação de pára-raios radioativos no Brasil teve início em 1970. Após 19 anos, a comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), estabeleceu, através da Resolução 04/89, a suspensão da concessão de autorização para emprego de materiais radioativos em pára-raios. 

Acreditava-se que tais pára-raios tinham a capacidade de atração de raios à grandes distâncias a partir  do local onde instalado. Entretanto, após testes e simulações em laboratório, ficou comprovado tecnicamente a que a atração proporcionada por estes captores era idêntica a um elemento metálico qualquer ou otutro captor desprovido de material radioativo, o que resultou na publicação da resolução 04/89.

 

II - RESOLUÇÃO CNEN/04/09 (Publicada no D.O.U. em 09/05/89)

“Considerando que o comércio de substâncias radioativas constitui monopólio da União, instituído pela Lei nº 4.118, de 27 de agosto de  1962, artigo 1º, inciso II, in fine. 

Considerando que esse monopólio é exercido pela CNEN na qualidade de órgão supervisor de orientação, planejamento, supervisão e fiscalização. 

Considerando que compete à CNEN, ainda, registrar as  pessoas que utilizem substancias radioativas, bem como receber e depositar rejeitos radioativos. 

Considerando a proliferação do uso de substancias radioativas em pára-raios. 

Considerando que não está tecnicamente comprovada a maior eficácia de pára-raios radioativos em relação aos convencionais e que portanto o “princípio da justificação” previsto na norma CNEN-NE-3.01-

“Diretrizes de Básicas de Radioproteção” não está demonstrado. Considerando a necessidade de dar destino adequado ao material radioativo dos pára-raios desativados. RESOLVE :

1- Suspender, a partir da vigência desta resolução, a concessão de autorização para utilização de material radioativo em pára-raios. 

2- O material radioativo remanescente dos pára-raios desativados deve ser imediatamente recolhido à CNEN. 

3- Esta resolução entra em vigor na data da sua publicação.”

 

III – IDENTIFICANDO UM PÁRA-RAIOS RADIOATIVO

As características mais comuns neste tipo de captor, considerando as marcas mais comercializadas no Brasil na época (Gamatec, Amerion), são a forma composta por espécie de discos metálicos dispostos em paralelo com pequena placas (2x4cm aproximadamente) de material radioativo Am (Amerício-241) emissor alfa com meia vida de 432 anos. 

Identificadas estas caracteríticas, deve-se proceder a remoção do captor conforme procedimentos adequados.

captor

 

IV - PROCEDIMENTOS DE REMOÇÃO E ACONDICIONAMENTO

Procedimentos simplificados que, sem fugir ao rigor da segurança, permitem a operação segura de acondicionamento e transporte até as diversas instalações da CNEN, para armazenamento:

1- Utilizar, conforme apropriado, uma ou mais embalagens metálicas resistentes, com capacidade mínima de 38 litros e com o sistema de fechamento que garanta a vedação da embalagem durante o transporte (um pára-raios por embalagem); 

2- Ter disponíveis luvas, saco plástico, fita adesiva, um rótulo com os dizeres “Material Radioativo”, material absorvedor de choque (isopor fragmentado, por exemplo) e documentação de transporte (disponível no CNEN); 

3- Colocar, de forma uniforme, uma camada de material absorvedor de choque no fundo da embalagem; 

4- Colocar o saco plástico, aberto, no interior da embalagem; 

5- Calçar as luvas; 

6- Retirar a haste do pára-raios e colocá-la no interior da embalagem; 

7- Retirar as luvas, colocando-as também dentro do saco plástico; 

8- Fechar o saco, utilizando fita adesiva; 

9- Manter o pára-raios, já dentro do saco, no centro da embalagem, preenchendo os espaços vazios com material absorvedor de choque; 

10- Afixar o rótulo com os dizeres “Material Radioativo” no interior da embalagem, em local visível quando da abertura do mesmo; 

11- Fechar o embalado.

 

V - ENVIO E TRANSPORTE

Completar o preenchimento da documentação de transporte com os dados pertinentes à instituição expedidora. Contactar previamente a unidade da CNEN que poderá receber o(s) embalado(s), a saber:

• Unidade Central - Sede - Rua Gal Severiano, 90 - Botafogo - Rio de Janeiro - RJ - Brasil - CEP 22290-901  

• Tel.: (21) 2173-2000/ 2173-2001 - Fax.: (21) 2173-2103 - http://www.cnen.gov.br  

• Instituto de Engenharia Nuclear - IEN - Cidade Universitária - Ilha do Fundão - Rio de Janeiro - RJ - Brasil  

• CEP 21945-970 - Tel.: (021) 2209-8065 - Fax: (021) 2590-2692  

• Centro Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear - CDTN - Av. Presidente Antônio Carlos, 6627 - UFMG - Pampulha - Belo Horizonte - MG - Brasil - CEP 31270-910 - Tel.: (31) 3069-3241 - Fax.: (31) 3069-3321 

• Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares - IPEN - Travessa R, 400 - Cidade Universitária - São Paulo - SP - Brasil - CEP 05508-900 - Tel.: (011) 3816-9095 - Fax: (011) 3212-3546  

• Centro Regional de Ciências Nucleares do Centro-Oeste - CRCN-CO - BR 060, km 174,5 - Abadia de Goiás - GO - Brasil - CEP 75345-000 -  Tel.: (62) 3604-6000 3604-6001 3604-6002 Fax : (62) 3604-6020 

• Centro Regional de Ciências Nucleares do Nordeste - CRCN-NE - Av. Prof. Luiz Freire, 200 - Cidade Universitária - Recife - PE - Brasil - CEP 50740-540 -  Tel.: (81) 3797-8000 - Fax.: (81) 3797-8072  

• Distrito de Caetité - DICAE - Avenida Santana, nº 680, Centro - Caetité – BA - CEP 46400-000 - Fone: (77) 3454 2344 - Fax: (77) 3454 2333  

• Distrito de Fortaleza - DIFOR - Av. Dom Luis, 880 - Salas 1001-1004 - Aldeota - Fortaleza - CE - Brasil - CEP 60160-230 - Tel.: (85) 2364-3111 - Fax : (85) 3246-4033  

• Escritório de Brasilia - ESBRA - SCN, Quadra 4, Bloco B, Sala 1002-B, Ed. VARIG - Asa Norte - Brasília - DF - Brasil - CEP 70714-900 - Tel.: (61) 3327-2355 - Fax : (61) 3327-2228  

• Escritório de Porto Alegre - ESPOA - Av. Bento Gonçalves, 9.500 - Prédio 43.322 - ILEA - Porto Alegre - RS - Brasil - CEP 91501-970 - Tel: (51) 3316-6942 / 3322 4995 - Fax: (51)33222455  

• Laboratório de Poços de Caldas - LAPOC - Rodovia Poços de Caldas, km 13 - Andradas - Poços de Caldas - MG - Brasil - CEP 37701-970 - Tel: (35) 2107-3500 - Fax: (35) 3722-3622

download
Faça o download do arquivo

 

LIGAÇÃO ELÉTRICA DOS SINALIZADORES MON-131/133

DOCUMENTO TÉCNICO  

ASSUNTO: LIGAÇÃO ELÉTRICA DO SINALIZADOR DE OBSTÁCULOS 

TÓPICOS: Introdução / Sinalizadores / Ligação Elétrica

I – INTRODUÇÃO:  A MONTAL comercializa sinalizadores de obstáculo destinados a sinalização aérea simples no ponto mais alto das edificações, instalado juntamente com o mastro captor Franklin do SPDA.Adiante apresentaremos nossos modelos de sinalizador e esquema de ligação elétrica do relé fotoelétrico.

 

II – SINALIZADORES

131 MON-131 Sinalizador simples p/ uma lâmpada 60W, globo vermelho. Acompanhado de relé fotoelétrico 127V.  (não acompanha lâmpadas) 133 MON-133 Sinalizador duplo p/ duas lâmpadas 60W, globos vermelhos. Acompanhado de relé fotoelétrico 127V. (não acompanha lâmpadas)
A fixação do sinalizador é feita através de suporte de aço galvanizado à fogo que fixa o produto em mastros de 1.1/2” (MON-135) e 2” (MON-136). 133

 

III – LIGAÇÃO ELÉTRICA

O sinalizador é acompanhado de relé-foto elétrico 127V que já vai montado, bastando conectar à alimentação elétrica, sendo o fio branco ao neutro e o fio preto à fase. Lembramos a necessidade de inserir as lâmpada.

rele

Download
Faça o download do arquivo

 

Cadastre-se


E receba notícias e dicas sobre produtos da Montal, cads, normas e palestras.

Telefax: (31) 3476-7675 - Email: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
Rua Castelo de Sintra, 98 - Bairro Castelo - Cep. 31.330-200 - BHte - MG